Está a fazer um jogo interessante o Galeno.
Então o quinto do tugao pedde com uma equipa polaca que nem sabia que existia.Ah que grande campeonato temos de facto.
O Rio Ave não fez uma exibição particularmente má, o resultado acaba até por ser injusto face ao que se passou em campo. Com um onze quase que novo por inteiro, jogaram o suficiente para regressar com outro tipo de marcador, e tê-lo-iam conseguido não fosse um erro inacreditável de um dos reforços, o defesa central Buatu. Galeno deixou boas indicações, sendo talvez o melhor da equipa a par de Leandrinho. Estranha a opção do treinador ao retirá-lo de campo na recta final da partida. Gabrielzinho aparenta possuir algum talento, embora lhe falta capacidade de choque e exagere atrozmente no drible e finta. Um jogador curioso.A equipa polaca ficou a três pontos do campeão Légia, tem disputado consistentemente os lugares cimeiros do campeonato nos últimos anos... é natural que não seja coisa de favas contadas para o quinto classificado do campeonato português. Não se pense que o Rio Ave iria para o campeonato polaco passear e distribuir goleadas a torto e a direito. Nem sequer era favorito nas casas de apostas.
Tu apontaste precisamente duas das questões mais pertinentes:- as equipas pequenas mudam 80% do plantel todos os anos. - o campeonato português está quase ao nível de um polaco.
As mudanças no Rio Ave são radicais, terão certamente consequências para a equipa. Saíram, entre as figuras mais importantes, Cássio, Marcelo, Marcão, Yuri Ribeiro, Lionn, Pedro Moreira, João Novais, Pelé, Barreto, Francisco Geraldes, Guedes… e o treinador Miguel Cardoso. Todos eles profissionais de qualidade e ausências difíceis de colmatar. Além disso há um sistema de jogo diferente, um 3x4x3 que exigirá determinada adaptação. Tudo isto suscita muitas dúvidas, mesmo contando com o talento de alguns reforços.Não concordo tanto quanto ao nível polaco de qualidade do campeonato português, embora tenha compreendido o exagero. De facto temos uma competição nacional de segundo plano europeu, com clubes endividados até ao sufoco, sem receitas capazes de sustentar opções questionáveis e erros de gestão, com uma distribuição arcaica de recursos que aprofunda o fosso financeiro e competitivo entre as equipas… mas ainda assim não de qualidade polaca. A derrota poderia ter sido evitada, Bruno Moreira dispôs de uma bela oportunidade de golo que desperdiçou, houve uma bola no poste... o adversário abriu alguns espaços que o Rio Ave não conseguiu aproveitar, apesar de trocar bem a bola. Faltaram soluções no ataque… Não é um resultado escandaloso nem inconcebível, longe disso, apenas para quem desvalorizar excessivamente o futebol que se pratica noutros países. Longe de ser certa uma vitória de um quinto, sexto classificado do campeonato português sobre um vice-campeão polaco, para mais jogando fora.Sem dúvida que a excessiva instabilidade dos clubes portugueses e as fragilidades da liga em nada contribuem para boas prestações europeias dos não grandes.
Tua argumentação é factual mas há coisas que não batem.O Rio Ave é ou deveria ser dos clubes mais estáveis tugas a nível de finanças pelo menos seu modelo é amplamente elogiado e eu até fico contente com isso,embora não seja um clube que sequer tenho simpatia.Como é que um clube sem passivo e com superavits não consegue manter uma espinha dorsal de equipa?É que não compreendo,ainda ontem pelo locutor do jogo o orçamento da equipa do Rio Ave é quase o dobro do time polaco.Pelos vistos são aqueles lucros fictícios como já vivemos essa fase que quem lucra é tudo menos o clube,não gosto de polémicas mas há algo de podre e não é no Reino da Dinamarca.
A razão é precisamente a que o colega adiantou, os lucros não beneficiam exclusivamente o clube. O Rio Ave é um dos projectos da moda de empresários/investidores poderosos, uma boa montra/rampa de lançamento num campeonato com alguma projecção mediática que abastece outras nações futebolísticas. Nada melhor que um clube assim estabilize o seu nível competitivo e frequente assiduamente as competições europeias. Coisa fantástica, um clube que exporta treinadores para Espanha e França. Impensável há poucos anos. Não que seja um modelo necessariamente mau, parece-me contudo que exagerou-se nas mexidas nesta janela de transferências. Bem, mas dado que o nível competitivo não é dos mais elevados, talvez se consiga atenuar os efeitos das mudanças. Será interessante observar o Nottingham Forest nos próximos anos, no que toca a estas coisas.